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Por Dois Dólares, Ele Cortou a Corda — Mas o Irmão Dela Sumiu-neyney

Diante da pergunta do cowboy, o homem se recusou a indicar o rumo da carroça, e a jovem percebeu que estar sem as cordas nos pulsos não significava ter recuperado o irmão.

A poeira da estrada parecia ainda suspensa atrás do saloon, marcada por rodas que haviam passado havia pouco tempo.

Ela apertou na mão o pedaço rasgado da camisa do irmão e saiu do depósito sem olhar para a multidão.

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— Para onde você vai? — perguntou o cowboy.

— Atrás dele.

— Você não sabe qual estrada pegar.

Ela parou.

Sabia que ele tinha razão, e odiou precisar admitir isso.

O traidor continuava perto da porta, agora sem a mesma arrogância de antes, mas ainda convencido de que o silêncio podia lhe devolver algum controle.

A jovem caminhou até ele.

— Você viu a carroça sair.

Ele não respondeu.

— Você colocou meu irmão nela.

Nada.

Ela ergueu o pedaço de tecido diante do rosto dele.

— Isto estava preso na sua espora.

O homem desviou os olhos por menos de um segundo.

Foi o bastante.

O cowboy também percebeu.

— Então o garoto esteve perto de você depois de ser tirado do depósito.

— Não prova nada.

— Prova que você mentiu sobre não saber de nada.

O traidor soltou uma risada seca e tentou passar entre os dois.

A jovem não o segurou.

Não precisava.

Vários homens que antes tinham rido dela continuavam próximos, e dessa vez nenhum abriu espaço para ele.

Aquilo não os transformava em pessoas melhores.

Também não apagava o que tinham feito poucos minutos antes.

Mas mudava uma coisa prática: o traidor já não podia sair andando como se aquela praça ainda lhe pertencesse.

Ele percebeu isso.

— Estrada do norte — disse finalmente. — Foi por lá.

A jovem já estava se virando quando ele completou:

— Mas vocês não vão alcançar.

O cowboy olhou para a rua, depois para o cavalo amarrado diante do saloon.

— Eu tenho um cavalo.

— Então vá.

— Eu disse que tenho um cavalo. Não disse que sei reconhecer seu irmão.

Ela encarou o cowboy.

Desde que ele fizera a oferta de dois dólares, ela esperava a cobrança escondida.

Esperava uma ordem.

Esperava que a gentileza mostrasse o preço verdadeiro assim que não houvesse testemunhas por perto.

— O que você quer em troca? — perguntou.

— Que você pare de perder tempo perguntando isso.

Ela sustentou o olhar dele.

— Se tentar me impedir de ir embora depois…

— Você vai embora.

— Se tentar tocar no meu irmão…

— Não vou tocar nele sem necessidade.

— Se estiver mentindo…

— Então você descobre antes de confiar em mim.

A resposta não tranquilizou a jovem.

Mas era diferente das promessas fáceis que ela tinha ouvido desde que fora capturada.

O cowboy não pediu confiança.

Pediu uma decisão.

Ela tomou uma.

— Vamos.

O cavalo não tinha sido preparado para duas pessoas, muito menos para uma perseguição sob aquele calor, por isso avançaram com cuidado no começo.

A jovem seguia atrás do cowboy, mantendo uma das mãos agarrada à sela e a outra protegendo os pulsos feridos.

A corda havia saído, mas as marcas continuavam ali.

Cada sacolejo fazia a pele arder.

Nenhum dos dois falava muito.

Não era preciso.

A estrada do norte mostrava sinais recentes de rodas, embora o vento começasse a apagar as bordas das marcas.

Depois de algum tempo, o cowboy diminuiu o passo do animal.

— Veja a roda esquerda.

Ela olhou para baixo.

Um dos sulcos deixados pela carroça não era contínuo.

A cada certa distância, havia uma pequena deformação lateral na poeira, como se parte do aro estivesse amassada.

Aquilo transformava uma estrada cheia de marcas numa trilha específica.

Eles continuaram.

A jovem passou a observar o chão com tanta atenção que quase não sentia o próprio cansaço.

Quando a trilha se dividiu em duas, o cowboy apontou para o caminho mais largo.

Ela balançou a cabeça.

— Não.

— A marca vai para lá.

— Olhe de novo.

Ele desmontou.

No caminho largo, a deformação se repetia por alguns metros e desaparecia de repente.

No desvio estreito, quase escondido por capim seco, ela surgia novamente.

Alguém havia conduzido a carroça alguns metros pela estrada principal e depois voltado para pegar o desvio.

— Tentaram esconder o rumo — disse o cowboy.

A jovem guardou o pedaço de camisa na cintura.

— Então achavam que alguém viria atrás.

A pergunta agora não era se o traidor sabia para onde o irmão dela tinha sido levado.

Era por que ele tinha tanta certeza de que ninguém conseguiria alcançá-lo.

Eles seguiram pelo desvio.

O terreno ficou irregular, obrigando os dois a diminuir a velocidade.

Depois de uma curva entre pedras baixas, encontraram a carroça.

Estava parada de lado.

Uma das rodas traseiras tinha afundado numa depressão, e o aro danificado explicava a marca que os guiara até ali.

A jovem desceu antes que o cowboy pudesse ajudá-la.

— Cuidado.

Ela já estava correndo.

Havia um cobertor jogado na carroceria, uma corda curta presa numa lateral e dois sacos vazios.

Nenhum garoto.

Ela puxou o cobertor.

Nada.

Olhou embaixo da carroça.

Nada.

Chamou pelo irmão uma vez.

Depois outra.

A resposta veio apenas do vento passando pelas pedras.

O cowboy examinou o chão.

— A carroça não está abandonada há muito tempo.

— Então onde ele está?

Ele não respondeu de imediato.

A jovem se ajoelhou ao lado da roda e percebeu algo que o cowboy ainda não tinha visto.

Havia uma fibra de tecido presa numa lasca de madeira da carroceria.

Da mesma cor do pedaço que ela encontrara na espora do traidor.

Seu irmão estivera ali.

Não era esperança.

Era certeza.

Ela fechou os dedos sobre a fibra.

— Ele chegou até esta carroça.

O cowboy apontou para o chão do outro lado.

— E talvez tenha saído dela sozinho.

Na poeira havia marcas menores.

Pés.

Um deles parecia ter escorregado ao tocar o solo, deixando uma faixa comprida perto da roda.

Depois as pegadas seguiam para longe da estrada.

A jovem respirou fundo.

— Ele fugiu.

— Parece que sim.

— Então vão estar procurando por ele.

O cowboy levantou a cabeça para observar o terreno.

— E ele sabe disso também.

Ela já seguia as pegadas.

Poucos metros depois, encontrou uma pequena mancha escura numa pedra e parou, assustada.

O cowboy se aproximou.

Era lama seca misturada à poeira, não sangue.

A jovem soltou o ar devagar e continuou.

As marcas desciam até uma área mais baixa onde algumas árvores magras ofereciam sombra.

Ali, porém, desapareciam entre pedras e folhas secas.

Ela começou a procurar em círculos.

Quanto mais tempo passava, mais rápida ficava.

— Ei! — gritou. — Sou eu!

Nada.

Ela chamou novamente.

O cowboy apontou para um galho partido.

— Alguém passou por aqui.

Seguiram mais alguns metros.

Então a jovem viu outro fragmento da camisa preso num arbusto.

Dessa vez não estava rasgado por acaso.

Tinha sido amarrado ao galho.

Ela tocou o tecido e finalmente deixou escapar algo próximo de um sorriso, embora os olhos continuassem tensos.

— Ele fez isso para eu encontrar.

O cowboy não perguntou como ela sabia.

Apenas seguiu atrás dela.

Mais adiante apareceu outro pedaço.

Depois outro.

O garoto estava deixando um caminho.

A perseguição mudava outra vez.

Até então, a jovem acreditava estar correndo atrás de pessoas que tinham levado seu irmão.

Agora percebia que estava seguindo as decisões do próprio irmão.

Ele não esperara ser salvo.

Também tinha escolhido lutar pela própria liberdade.

Quando encontraram o terceiro pedaço, ouviram um ruído.

A jovem parou imediatamente.

Veio de trás de algumas pedras.

O cowboy levou a mão perto do coldre, mas ela fez um gesto firme para que ele não avançasse primeiro.

— Sou eu! — chamou.

Uma cabeça apareceu devagar entre as pedras.

O menino estava coberto de poeira, com a camisa rasgada e os braços arranhados pelo mato, mas estava em pé.

Por um instante, nenhum dos irmãos correu.

Os dois apenas se olharam como se precisassem ter certeza de que aquilo não era mais uma mentira.

Então ele saiu do esconderijo.

— Eu sabia que você viria.

A jovem atravessou a distância entre eles.

Abraçou o irmão com tanto cuidado quanto força, protegendo os próprios pulsos feridos sem perceber.

Ele segurou a roupa dela.

— Eles disseram que você tinha sido vendida.

Ela fechou os olhos por um instante.

— Tentaram.

O menino olhou para o cowboy.

A desconfiança surgiu imediatamente.

— Quem é ele?

A jovem abriu a boca, mas não encontrou uma resposta simples.

O cowboy resolveu o problema.

— O homem com o cavalo.

O garoto continuou olhando para ele.

— Ele comprou você?

A pergunta atingiu a jovem de um jeito que nenhuma provocação da praça tinha conseguido.

Ela sentiu novamente a corda apertando seus pulsos, embora ela estivesse longe dali.

O cowboy tirou as mãos da sela e as deixou visíveis.

— Não.

O menino esperou.

— Então por que deram dinheiro por ela?

— Porque quem segurava a corda queria dinheiro para soltá-la.

— E agora?

O cowboy apontou para a jovem.

— Agora ela decide o que faz.

O garoto olhou para a irmã.

Ela percebeu que aquela era a primeira vez, desde a captura, que alguém formulava o futuro daquela maneira.

Não como fuga.

Não como obediência.

Como escolha.

— Primeiro vamos sair daqui — disse ela.

O irmão assentiu.

O cowboy ofereceu água aos dois e verificou se o garoto conseguia caminhar.

Ele conseguia, embora mancasse levemente de cansaço depois da fuga.

Voltaram devagar até a carroça.

A jovem queria seguir diretamente para longe de Dry Hollow.

Quase fez isso.

Mas, ao chegar perto da estrada, olhou para o fragmento de tecido que tinha recuperado da espora do traidor.

Depois olhou para o irmão.

— Ele levou mais alguma coisa de você?

O menino hesitou.

— Minha bolsa.

— O que tinha nela?

— Só minhas coisas.

Para qualquer outra pessoa, talvez fossem objetos sem valor.

Para ele, eram tudo o que lhe restava desde a captura.

A jovem fechou a mão.

O cowboy entendeu antes que ela dissesse.

— Você quer voltar.

— Quero buscar o que é dele.

— O homem pode tentar alguma coisa.

— Então ele tenta na frente de todos de novo.

O cowboy observou a expressão dela.

— É sua decisão.

Voltaram a Dry Hollow quando o sol já estava mais baixo, mas a praça ainda guardava os sinais do que acontecera.

A plataforma permanecia montada.

A corda que estivera nos pulsos da jovem continuava caída perto de uma das tábuas.

O traidor estava sentado diante do saloon.

Quando viu os três chegando, levantou-se depressa.

Seu olhar foi primeiro para o cowboy.

Depois para a jovem.

Então encontrou o garoto.

Foi aí que perdeu a última parte da confiança que tentava fingir.

— Ele fugiu da carroça — disse, como se estivesse fazendo uma acusação.

O menino se aproximou da irmã.

Ela respondeu:

— Sim.

O traidor olhou ao redor, procurando apoio entre os mesmos homens que haviam participado do leilão.

Ninguém riu.

— Vocês não entendem — insistiu ele. — Esses dois estavam sob minha responsabilidade.

A jovem caminhou até a plataforma.

Abaixou-se.

Pegou a corda.

O homem ficou tenso.

Por um momento, talvez tenha acreditado que ela fosse usá-la contra ele.

Ela não usou.

Apenas segurou uma ponta e deixou o restante cair sobre as tábuas.

— Onde está a bolsa dele?

— Não sei.

O garoto apontou para uma caixa atrás do homem.

— Você colocou ali.

O traidor se virou instintivamente.

Foi o erro que encerrou a mentira antes mesmo de ele falar.

O cowboy não precisou sacar a arma.

A jovem não precisou ameaçar.

Ela atravessou a praça, abriu a caixa e encontrou a pequena bolsa dobrada entre outros objetos.

Entregou ao irmão.

Ele abriu, conferiu o conteúdo e apertou a bolsa contra o peito.

O traidor ergueu a voz.

— Você não pode simplesmente levar isso!

A jovem virou o rosto para ele.

— É dele.

— E você acha que pode sair andando depois de tudo isso?

Ela olhou para as mãos.

As marcas da corda ainda estavam vermelhas.

Depois olhou para o cowboy.

O homem havia permanecido perto do cavalo, sem se colocar entre os irmãos e a saída.

Era um detalhe pequeno.

Para ela, não era.

O traidor então tirou do bolso as duas moedas recebidas no leilão.

— Ele pagou — disse, levantando-as para que todos vissem. — Vocês estavam lá. Viram.

O cowboy avançou alguns passos.

A jovem ergueu a mão.

Ele parou.

Dessa vez, seria ela.

Ela caminhou até o traidor e abriu a palma.

— Dê as moedas.

— São minhas.

— Então fique com elas.

Ele franziu a testa.

A jovem voltou à plataforma, passou a corda pelo lugar onde estivera presa e deu um nó frouxo numa das tábuas.

Depois desceu.

— Os dois dólares compraram isto — disse, apontando para a corda. — Foi a única coisa que ele tirou das suas mãos.

O traidor olhou para o cowboy, esperando que ele desmentisse aquilo.

O cowboy apenas perguntou:

— Vai discutir pelo preço da corda?

Alguns homens na praça baixaram os olhos.

Um deles, o mesmo que antes sugerira vendê-la pelo preço de um charuto, afastou-se do traidor e abriu espaço para os irmãos passarem.

Outro fez o mesmo.

Não houve aplauso.

Não houve pedido de perdão capaz de consertar o que tinham permitido.

Houve apenas uma mudança concreta: quando o traidor tentou bloquear a passagem, ninguém ficou ao lado dele.

A jovem pegou o irmão pela mão.

Passou por todos.

Ao alcançar o cowboy, parou.

— Você vem?

Ele pareceu surpreso.

— Achei que não confiasse em mim.

— Ainda não confio.

— Justo.

— Mas seu cavalo continua sendo útil.

O garoto soltou uma risada cansada.

Foi a primeira daquela tarde que não teve crueldade dentro dela.

Eles deixaram Dry Hollow antes do anoitecer.

O cowboy caminhou parte do percurso para que os irmãos pudessem usar o cavalo quando o cansaço apertasse.

Ele não perguntou para onde exatamente eles pretendiam ir.

Também não tentou escolher o caminho.

Quando chegaram a uma bifurcação, foi a jovem quem decidiu.

À esquerda, poderiam seguir com ele até um lugar onde encontrariam água e abrigo para a noite.

À direita, uma trilha mais longa os afastaria imediatamente da região.

Ela olhou para o irmão.

— O que você quer fazer?

Ele pensou antes de responder.

— Quero dormir sem acordar amarrado.

Ela sentiu a garganta apertar.

— Então primeiro encontramos um lugar seguro.

O cowboy apontou para a esquerda.

— Há água adiante.

Ela assentiu.

Não porque ele ordenara.

Porque escolhera acreditar naquela informação por uma noite.

Nos dias seguintes, as marcas nos pulsos começaram a fechar.

Os arranhões do garoto também melhoraram.

Mas a ferida mais difícil não estava na pele.

Às vezes ele acordava assustado e perguntava se alguém vinha buscá-los.

Às vezes ela acordava antes dele, certa de que ainda ouvia a voz do traidor anunciando seu preço diante da praça.

O cowboy nunca dizia que aquilo passaria depressa.

Nunca prometia que o medo desapareceria.

Quando ela queria distância, ele dava distância.

Quando o garoto precisava de água, ele colocava o cantil ao alcance dele em vez de entregar diretamente.

Pequenas escolhas.

Era assim que a confiança começou.

Não com uma grande declaração.

Com a ausência de ordens.

Algum tempo depois, quando chegou a hora de seguirem caminhos diferentes, o cowboy preparou o cavalo e colocou uma pequena provisão perto dos irmãos.

— A trilha adiante é de vocês.

A jovem olhou para ele.

— E os dois dólares?

Ele demorou um instante para entender.

Então sorriu de leve.

— Mau investimento.

— Você não ganhou nada.

— Ganhei uma corda muito cara.

Ela quase respondeu com a mesma dureza de antes.

Mas acabou sorrindo também.

Antes de partirem, o irmão tirou da bolsa o primeiro pedaço da própria camisa que a irmã havia encontrado preso à espora do traidor.

Ela o tinha guardado.

Os fragmentos seguintes tinham indicado o caminho da fuga.

Aquele primeiro, porém, lembrava outra coisa.

Lembrava que mesmo quando os dois estavam separados, ainda haviam procurado uma maneira de chegar um ao outro.

A jovem dobrou o tecido e devolveu ao irmão.

— Fique com isso.

— Por quê?

— Porque foi você quem deixou o caminho.

Ele guardou o pedaço dentro da bolsa.

Depois os dois seguiram.

A história dos dois dólares continuou circulando em Dry Hollow por muito tempo, geralmente contada como a história do cowboy que fizera uma oferta absurda num leilão.

Mas essa nunca foi a parte que a jovem considerou importante.

Para ela, a história começava quando a corda caiu de seus pulsos e ainda assim ela decidiu não fugir sozinha.

Continuava quando encontrou um pedaço da camisa do irmão e escolheu voltar a procurá-lo.

Mudava quando descobriu que ele próprio havia escapado da carroça e deixado sinais para ser encontrado.

E terminava não com um homem salvando duas pessoas, mas com duas pessoas recuperando o direito de decidir para onde ir.

Muito depois, a corda permaneceu abandonada na plataforma de Dry Hollow.

Ninguém quis pegá-la.

A chuva soltou o nó.

O sol ressecou as fibras.

Até que um dia ela caiu sozinha na poeira, no mesmo lugar onde a jovem tinha ficado diante de uma multidão que esperava vê-la obedecer.

As duas moedas tinham mudado de mãos.

A corda também.

Ela, não.

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